quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Flávio Aranha

TEMA: Diferenciar os seguintes materiais: açucar e sal.

Duração: 3 aulas

Objetivo: 
  • Conhecer as características dos materiais, ou seja, suas propriedades específicas;
  • Promover a observação, segundo as características, dos materiais que estão sendo analisados


Habilidades e Competências:
  • Identificar, segundo as características, os materiais açucar e sal.
  • Ler e interpretar as características de cada um dos materiais, açucar e sal. 


Recursos:
  • 01 pacote sa sal
  • 01 pacote de açucar
  • materiais de uso doméstico
      OBS: Como essa aula pode requerer o uso de fogo, os alunos devrão trazer de casa os materiais que eles acharem necessário para a realização da aula.

1º aula:

Nessa aula, os alunos terão um primeiro contato teórico sobre as propriedades da matéria como: sua massa, o volume, sua densidade, cor, dureza, brilho, ponto de abulição e ponto de fusão, etc


2º aula:

Como a aula anterior foi apenas uma definição de cada propriedade, nesta aula passariamos a fazer uma relação entre essas propriedades como por exemplo: massa e volume com a densidade, por exemplo.

3º aula

Nesta aula realizaria algumas atividades sobre o assunto afim de promover maior contato com o assunto

4º aula

Os alunos deveriam buscar materiais alternativos para tendar diferenciar o sal do açucar e a maneira de como isso poderia ocorrer. Esses materiais teriam que ser levados para a escola a fim de serem utilizados pelo professor na sala de laboratório, caso fosse necessário o uso do fogo.
OBS: Os alunos não poderiam utilizar os seguintes órgãos dos sentidos: olfato, paldar. Apenas a visão

Cada grupo realizaria a sua técnica de identificação dos materiais para os demais alunos da sala.





A respeito do meu pprojeto horta, esqueci de relatar o seguinte: antes da construção dos canteiros, os alunos fizeram uma pesquisa de como realizar uma horta, os tipos de culturas que seriam plantadas e os cuidados que teriam durante o processo. Alguns alunos chegaram a ir até o agronomico colher informações. Achei isto muito interessante.
O tempo é o meu inimigo, pois leciono em várias escolas da rede particular e pública e não tenho tempo de realizar bons projetos. Mas um dos poucos projetos que consegui realizar, foi o projeto horta, no qual percebi a riqueza de assuntos que podem ser trabalhados. O que me chamou mais a minha atenção, foi a integração das outras disciplinas. A matemática ajudando a delimitar os canteiros; a química ajudando a corrigir o pH do solo; a física ajudando a construir um mecanismo de irrigação e outros que poderiam também ajudar não conseguiram por motivos particulares. A atividade que mais me chamou a minha atenção, foi a produção de sementes que realizei em um dos canteiros. Deixei a cultura se desenvolver até a produção das sementes e quando surgiu o resultado, os alunos ficaram impressionados, pois eles não tinham a noção de como se produziam as sementes. O projeto HORTA, acredito ser um dos mais mais importantes projetos que todas as escolas deveriam realizar, porém o tempo nos impede de realizar.É uma pena!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Situação de Aprendizagem Profª Ellen


Situação de Aprendizagem
Escola de Formação de Professores
Campinas - Leste

Professor:-Ellen Marreiro
Escola:-Benedito Sampaio
Tema:-Usos cotidianos da eletricidade no país e no mundo
Duração:- 4 aulas
Objetivo: Promover no aluno conhecimento dos usos da eletricidade no cotidiano da população brasileira e no mundo. Conhecer os aparelhos e aparatos domésticos que utilizam a energia elétrica no Brasil e em outras diferentes culturas.
Habilidades e competências
-Identificar diferentes formas de utilização de energia elétrica no cotidiano, na cidade, no país e no mundo
-Ler e interpretar textos
-Ler, interpretar, reconhecer imagens, símbolos tabelas e outras representações como potência , tensão e etc
-Classificar as tecnologias que utilizam eletricidade em função de usos
Recursos Pedagógicos
Imagens
Papel sulfite
Lousa
Giz
Tesouras
Cola
Papel Craft
Aparelhos eletrodomésticos(ferro de passar, secador de cabelos, chapinha, celular, tablet e outros)
1º Aula     Problematização
Após explanação e apresentação do tema  para os alunos pelo professor os alunos deverão se reunir em grupos e realizar a atividade:
-Em grupos
-Os alunos deverão produzir um texto imaginando como seria um dia todo sem energia elétrica.  Quais atividades estariam comprometidas e quais tecnologias ficariam inutilizadas na sua cidade e em outras culturas.
Quais são os aparelhos utilizados no dia a dia?
-Socialização
2º Aula Identificação de imagens
Atividade em grupos:
O professor deverá trazer imagens previamente escolhidas de aparelhos eletrodomésticos mais utilizados na cidade no país e em diferentes outras culturas do mundo. Imagens impressas em sulfite.
-Os grupos deverão escolher e agrupar imagens separando e colando em um painel os eletrodomésticos usados na sua cidade no Brasil, no USA, no Japão e na Índia com orientação do professor.
3º Aula   Entendendo símbolos nas chapinhas dos eletrodomésticos
Cada grupo deverá trazer de casa eletrodomésticos que possuam chapinha de identificação( ferro de passar, chapinha, celular, secador de cabelo e etc).
Com o texto previamente elaborado pelo professor
-Atividade em grupo:
-Os alunos deverão preencher uma tabela com
Tipo do aparelho-Símbolo-Significado-Potência do Aparelho

4º Aula-  Tipos de energias
1-O professor deverá passar um pequeno video sobre tipos de energia e distribuir um texto com o tema.
2-Em seguida os alunos ( em grupos)deverão responder uma lista de exercícios.


AVALIAÇÃO – critérios
-ATIVIDADES INDIVIDUAIS
-ATIVIDADES EM GRUPO
-EXPOSIÇÃO DE RESULTADOS DE TRABALHOS ORALMENTE
-LISTA DE EXERCÍCIOS
-Participação na socialização
-Trabalho de casa
Recursos para recuperação
-Aulas expositivas
-Aulas expositivas com apresentação do tema em data show com PPS 

domingo, 29 de setembro de 2013

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM


EVANDRO ERNESTO MOREIRA




TEMA – CIÊNCIA E TECNOLOGIA
SUBTEMA-  PROPRIEDADES DOS MATERIAIS
TEMPO PREVISTO – 04 AULAS
SÉRIE – 9º ANO
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES
- Medir o volume do objeto sólido e determinar as densidades de substancias e misturas
- Determinar densidade de misturas e substâncias químicas sólidas
- Interpretar textos sobre o experimento histórico

APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA E EVOLUÇÃO CONCEITUAL
- Situação problemas para resolução
- Observação dos alunos
- Discussões sobre o assunto trabalhado
- Elaboração do relatório do experimento

APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO
- Indústria química, mineralógica, cosméticas
RECURSOS DIDÁTICOS
- Kit de experimento: seringas de 20 ml com ponta vedada, água, pregos de dois materiais diferentes (ferro, aço, alumínio) chumbinho de pesca de tamanhos diferentes, livros didáticos, caderno do aluno
AVALIAÇÃO
- Avaliação contínua, participação em todas as atividades propostas em grupo, produção de textos, pesquisa, leitura
- Avaliação conceitual, procedimental e atitudinal.
- Avaliação escrita e oral
- Avaliar o tempo todo, a qualquer momento levando em conta o processo ensino-aprendizagem
ETAPAS

- Sondagem, problematização, contextualização, conflito, sistematização e avaliação

RELATO DE EXPÊRIENCIA

EVANDRO ERNESTO MOREIRA



Desde muito cedo (na infância) a minha experiência com a leitura e escrita foi com livros de contos, pois meu pai tinha o hábito de ler para contar estórias para nós que éramos muito pequenos e com isso fui tendo o gosto pela leitura. Meus pais não tinham muito estudo, mas isso não foi um problema, pois meu pai tinha uma ótima imaginação e disposição para também inventar histórias e entreter-me, sabia muito de política, localização. Eu gostava muito de escrever nas paredes, fazer experiências, estava sempre buscando me relacionar com os livros.
Sempre gostei de frequentar bibliotecas e comprar livros, considero que a leitura que fiz contribuíram grandemente para minha formação como ser humano, inevitavelmente somos influenciados pela leitura e pelas escolhas que fazemos em relação a isso. Adquiri certa agilidade em relação à leitura e consequentemente em relação à escrita.
No decorrer dos anos fui adquirindo mais experiências com os diversos gêneros da leitura e da escrita que percebi que a prática da leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos e sim ter a capacidade de entender, compreender e interpretar aquilo que eu estava lendo. Nos dias de hoje, com a grande acessibilidade a tecnologia, é necessários usar as ferramentas que incentivem o gosto pela leitura, principalmente nossos alunos, por temas que façam a diferença, fazendo das letras uma arma no intuito de formar verdadeiros cidadãos.

Essa é a minha história, hoje como educador incentivo sempre meus alunos a lerem, como professor de ciências sempre faz experiências para que meu aluno possa ter um grande incentivo, pois nem todos tem acesso à leitura em casa, e procuro mostrar a importância da leitura e escrita.

Proposta de Avaliação para a S.A. Terremotos, Vulcões e Tsunamis.

Situação de Aprendizagem Terremotos, Vulcões e Tsunamis

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Hoje apesar desta primavera fria . A beleza desta orquidia   leva alegria  aos nossos corações . A reprodução  das flores deixou os alunos do fundamental intrigados . Nossa!!!!  Ela é hermafrodita ?????
 Na próxima semana nós vamos fazer a dissecação das flores. Espero meus queridos alunos que vocês continuem motivados e alimentem esta  curiosidade que integra o nosso aprendizdo  . 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Uma das coisas que me marcaram, durante minha vida de estudante, foram as idas à biblioteca municipal. Lá eu e meus amigos, nos reuníamos para preparar nossos trabalhos. Como naquela época não havia xerox, o jeito era copiar o assunto após uma leitura inicial. Nós ficávamos a manhã inteira lendo e copiando o assunto. E por incrível que pareça, era muito gostoso.
Infelizmente, nos dias de hoje, esse hábito está quase extinto, pois a internet e a impressora realiza esse trabalho.
Flávio Aranha

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Vida escolar em quatro atos



I-Ato Grupo Escolar

São Paulo, capital, arredores da Via Anchieta próximo á fabrica de brinquedos da Trol onde papai trabalhava como técnico em processos plásticos. Região perto da serra do mar, fria e com muita neblina. A vila era pequena e nova, com ruas de terra ás margens da rodovia que levava a cidade de Santos. Gente pobre humilde, mas, não havia miséria e nem violência. As crianças brincavam nas ruas nos campinhos, mães sentadas em cadeiras na calçada em roda de conversas animadas. A noite muita fogueira e batata assada. Quermesse, festas juninas, e o circo eram motivos de alegria e ansiedade.
Sempre que lembro da minha infância, recordo com carinho das brincadeiras de escolinha.
Ganhei uma lousa de presente de natal e foi esse o início da minha docência. Aos dez anos eu reunia em casa as crianças da vizinhança e ministrava aulas com direito á recreio e lanchinho que minha mãe preparava com carinho.
Pouco tempo se passava desde o golpe militar, e o AI5 repercutia na vida dos Brasileiros como um vendaval de verão. Meu pai, leitor assíduo, queimava papeis no quintal. Fato que me intrigava, pois não entendia como uma pessoa podia atear fogo em livros?
Era proibido falar no ocorrido, nada era dito, nem explicado, apenas chamas e depois fumaça...
Nessa época rumores em família davam conta que meu tio Milton, precisou fretar um avião para mandar meu primo embora do País. Ailton foi para Argentina, Suécia e depois para Moçambique onde trabalhou na cruz vermelha. Só em 1980 pude ver meu primo novamente, casado e com filhos.
São Paulo, capital, Jardim Maristela, 1964, meu primeiro ano de escola teve início em meio de muita preparação e expectativas. A escola estadual funcionava em um barracão de madeira que no bairro era chamada de “Escola de Pau”. Sem muros, sem cantina e sem pátio.Apenas meia dúzia de salas e muita coragem dos mestres.Nada disso tirava a importância de ir para a escola.O sentimento era de prestígio ao chegar o momento de  freqüentar a escola.Lembro do uniforme, da lancheira, dos cadernos novos, da bolsa de escola e principalmente da relevância do fato de ir para escola.A escola de pau era pobre, os alunos humildes, muitos não tinham sequer sapato e blusa de frio.Vez ou outra eu voltava para casa sem a blusa de lã, que eu doava para as crianças com frio.
 No bairro nosso carro era o único, servia de ambulância á mulheres prestes a dar á luz, enfermos, crianças com febre e tudo isso normalmente na madrugada.
Meu primeiro dia na escola foi esperado, programado e muito querido. O medo do desconhecido foi superado logo no primeiro dia, com o carinho e dedicação da minha primeira professora. Mulher de fisionomia austera, esguia, cabelos compridos negros, olhar penetrante, voz clara e amável. Todos os dias pela manhã, antes de iniciar as atividades do dia, Dona Cordélia, nos fazia exercitar as mãozinhas, congeladas pelo frio cortante que tomava a sala da “escola de pau.” Sempre que necessário ela conduzia nossos dedinhos pela folha de papel para desenhar as letras e números, suas mãos eram quentes e tinha hálito de hortelã. Não lembro de ter dado muito trabalho para mestra carinhosa, pois já estava alfabetizada, pela minha mãe, quando entrei na escola. A dificuldade eram os números. Espantei-me com o infinito dos algarismos, a multiplicidade das contas e a dificuldade de decorar a tabuada. Identifiquei-me com as partes do corpo humano: cabeça, tronco e membros. Voltei para casa repetindo mentalmente essas três palavras, isso eu podia decorar.Mesmo nas esperadas férias as brincadeiras eram interrompidas todos os dias, para fazer a lição de casa.


No ano seguinte já no prédio novo, todo de concreto com cantina e pátio, tive contato com livros de histórias e contos. Nesse ano ganhei muitos livros de presente de aniversário principalmente de minha madrinha. Foi época também de arrumar os dentes, coloquei aparelho móvel. O aparelho tinha que ser retirado na hora do lanche, poucas vezes lembrava de colocá-lo de volta na boca e muitas vezes ele ficava pelo caminho de volta para casa. O chão era de terra, não havia asfalto, e eu ia e voltava a pé para o grupo escolar.Nas frias manhãs de junho, as  ruas eram desertas,   e o ar  gelado cortava o rosto fazendo corar. Nos dias de chuva a sombrinha e capa cobriam as roupas, mas deixavam molhar a meia e o sapato vulcabrás. Existiam dias que a neblina cobria o lado de lá da rua e não se podia ver nada além de uma fria nuvem cinza. A volta da escola era cercada por sensações agradáveis, gente por toda parte, ar quentinho batendo no rosto e um cheiro de feijão fresquinho no ar.
Havia respeito dentro da sala de aula, o silêncio era uma constante e quando a mestra falava todos ouviam. Os trabalhos diários e os deveres de casa eram entregues no prazo e corrigidos no dia. Existiam castigos para os falantes, atrasados desobedientes e mal educados. Esses não brincavam no recreio ou ficavam sentados em um banquinho atrás da porta da sala. Deus me livre da Diretora! Era a ultima alternativa da mestra querida. Não lembro de ter merecido tal sacrilégio em toda vida escolar.
O último ano do grupo escolar teve gosto de etapa final e missão cumprida. Além disso, era certeza de não ter como castigo, por mau comportamento e notas baixa, a internação no colégio Regina Mundi sinônimo de autoritarismo e sacrifícios.
A festa de entrega do diploma da quarta série do grupo teve direito á vestido novo de gorgurão, penteado rabo de cavalo, sapato boneca preto de verniz e muitos beijos e parabéns.



II-Ato - O Ginásio

No ano seguinte mudamos para o interior de São Paulo. Campinas, cidade natal de minha mãe. Papai fora montar o departamento de plásticos da fábrica de máquinas de costura, a Singer do Brasil.
Na vitrola ABBA, Rolling Stones, Bee Gees , os recém separados Beatles e os Jackson Five. Nas lindas tardes de domingo no cinema (Windsor, Ouro verde e Jequitibás), Macunaíma e Os Deuses e os Mortos e algumas pornô-chanchadas quase nada de nacional devido à censura e total alienação política. Sucessos da época era internacional Poderoso Chefão, Laranja Mecânica, Um Estranho no Ninho e muitos outros, foi realmente uma época rica do cinema. Começa a surgir o tropicalismo, Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso, formavam o grupo Doces Bárbaros. Raul Seixas cantava a rebeldia da juventude. O samba estava em alta na voz de Martinho da Vila.
 Sob o comando do presidente Médici, que prometia extermínio aos grupos esquerdistas, a nação se prepara para a copa do mundo. Todos vestidos de verde amarelo. Era à hora do ”Prá Frente Brasil!”.
Era tempo de cursar a primeira série do ensino fundamental. As escolas estaduais eram concorridas e foi necessário fazer um cursinho de admissão. O curso tinha duração de um ano e preparava o aluno para ingressar nos fortes colégios estaduais.Fiz a admissão na escola tradicional de Dona Irai, senhora de meia idade gorduchinha de estatura baixa, com cara de poucos amigos.A sala de aulas funcionava em sua casa, em um prédio nos fundos. Eram duas turmas, uma pela manhã e outra á tarde. Foram muitas revisões, pilhas de livros para ler, milhares de listas de exercícios de matemática e muita lição de casa. No final do ano prestei a tal prova e não consegui entrar no colégio que meus pais queriam. Fui remanejada para o colégio Aníbal de Freitas, o segundo lugar em procura na cidade.
A escola fervia de novidades e colegas vindos de todos os lugares. Existiam dezenas de salas, laboratório de química, sala de projeção de filmes, sala de artes, salão de festas, toda sala tinha alto falante que transmitia ordens e avisos da diretoria (alta tecnologia). O colégio era imenso, tinha inúmeras quadras de futebol, vôlei, basquete, quadra aberta, quadra fechada e dúzias de funcionários. A lista de material era enorme, livros de todas as matérias, cadernos, compasso, pastas, folhas, canetas coloridas e uniformes de inverno,  verão e  de ginástica.
As aulas, divididas por matéria, duravam cinqüenta minutos. Fascinou-me a primeira aula de ciências, o esqueleto pendurado no fundo da sala me fazia entender a formação dos ossos e a divisão aprendida no grupo: cabeça, tronco e membros. Filmes do tipo documentário eram apresentados na sala de projeção a cada quinze dias. Esperávamos por esses momentos ansiosos e interessadíssimos, na hora da projeção o silêncio era total.
As aulas de química, sempre coloridas e esfumaçadas, ministradas pelo professor Flávio, que exigia o uso de aventais brancos.
Nas aulas de francês com Dra. Péttine, a disciplina era exceção, a regra era bagunça e risos provocados pelo esforço de fazer biquinhos na pronuncia do bucólico idioma.
Havia aulas de Educação Moral e Cívica, onde civismo e cidadania era a pauta, mas o que eu lembro mesmo destas aulas era que em uma ocasião o professor nos levou uma substância nova para conhecermos que, de acordo com ele, era prejudicial á saúde e nunca deveria ser consumida por nós, a maconha.
Nas aulas de canto e música com o Professor Walmor, sempre alinhado no seu terno cinza, nos era apresentados os hinos Brasileiros que eram exaustivamente ensaiados para apresentação quase que diária.
Nas séries finais aulas de inglês que Miss Margareth ministrava com maestria.
Muitos campeonatos e torcidas nas aulas de educação física, disputavam o titulo de melhor time da escola, e depois jogos entre escolas premiavam o melhor time de vôlei, futebol e basquete. Nessa ocasião apareceram muitos dos melhores jogadores de vôlei e basquete dos anos setenta, como Emil Rached que foi o mais alto jogador de basquete da seleção Brasileira, que ganhou duas medalhas bronze no Mundial do Uruguai (1967), e ouro no Pan de Cai (1971).


III-Ato- O Colegial



Meados dos anos setenta muitos bailinhos com luz negra e cuba libre, nas vestes camisa Hang Tang, perfume Pacholly, bata indiana estilo hippie, calças com enorme boca de sino, cabelo black power, e óculos redondinhos. Nesse cenário de muitas cores e mudanças inicio minha estada no colegial. Na música Pink Floyd, The Police, Tim Maia, Rita Lee, Clara Nunes e Simone. O cinema produzia os grandes filmes catástrofes como Terremoto e Tubarão. As películas de terror foram precedidas por Carrie a Estranha e ainda o musical Embalo de sábado à noite.
Na política o país presenciava sob comando rígido do presidente Ernesto Geisel um período de distensão lenta, gradual e segura, com vistas à reimplantação do sistema democrático no país. As iniciativas liberalizantes não evitaram, entretanto, os recuos autoritários do governo, registrando-se, durante todo o período Geisel a repressão às organizações clandestinas e ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a utilização, em diversas ocasiões, do AI-5.
Misturado ao projeto de entrar na faculdade estava à vontade de casar e ter filhos.
No colégio as amizades se consolidavam. As reuniões de trabalho tornaram-se produtivas e aguardadas com expectativa. Nelas eram discutidos assuntos diversos, como política, música, teatro, sexo, literatura, poesia que enriqueciam nossas tardes e aproximavam os iguais.
Essa época se formava os pares de casais, muitos, por descuido, apressavam-se no casamento por ocasião de uma gravidez.
As aulas de química e física tomaram um impulso avassalador. Os livros eram gigantes, as fórmulas enormes e as notas cada vez menores.
Agora além de inglês no colégio, tínhamos aulas nas escolas particulares de idiomas.
Aula de culinária, corte e costura, tapeçaria e trabalhos manuais também faziam parte da formação de uma moça na época.
O cursinho preparatório para o vestibular veio tirar a tranqüilidade das tardes festivas e repletas de atividade coletiva.
Aulas encenadas e teatrais faziam da função de aluno, uma preparação para o gosto por palcos iluminados.
A escolha da carreira era precedida de uma carga de responsabilidade inadequada para os nossos dezessete anos. A ponderação sobre as escolhas não estava livre dos preconceitos, costumes da época e palpites nem sempre equilibrados dos mestres e pais.
Muitos optaram por profissões que lhes foi quase imposta, poucos acertaram a escolha.


IV-Ato- A Faculdade


7774607 Esse era meu R.A.(registro acadêmico), um dos poucos números que decorei durante toda minha vida escolar. Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC), eu  era o nome da instituição da qual faria parte nos próximos quatro anos, como aluna.
O prédio era de concreto e grande, no primeiro ano  salas  estilo auditório lotadas de jovens cheios de  projetos e muitas expectativas. Nos anos seguintes á medida que as cadeiras esvaziavam nossos sonhos e expectativas diminuíam.
Os laboratórios de fisiologia, química e zoologia eram bem equipados e os professores das matérias muito competentes. Dentre eles destaco Gláucia Pastore especialista em nutrição na unicamp e personalidade do mundo acadêmico atual.
As temidas e disputadas aulas de anatomia eram dadas por um “ser” com cara de cadáver, cor de defunto e andar de múmia. Muito mais amedrontador que os pedaços humanos boiando em tanques de formol.
Não menos arrepiantes eram  os barulhos produzidos pelas patas dos pobres animais espetados vivos sapateando sobre o isopor nas aulas de Zoologia.
Os cursos de extensão universitária foram muitos, dentre os quais os mais apreciados foram o de trans-sexualismo em Rio Claro, de AIDS na USP em São Paulo , de montagem  de filtro biológico em aquário de água doce e salgada e o melhor de todos o de biologia marinha em Ubatuba.
Nos últimos anos as reuniões e trabalhos da comissão de formatura tomavam o que restava dos nossos preciosos minutos de folga. Foi um longo tempo gasto recompensado por uma formatura digna de uma turma de medicina, com direito a baile de gala, missa ecumênica, colação de grau, churrasco e placa de bronze comemorativa.
Em 31 de dezembro de 1978, o presidente Geisel revogou o AI-5, dando um passo decisivo no processo de redemocratização do país.
Pelé faz seu ultimo jogo profissional.E o Brasil  se prepara para outra copa do mundo agora sem o rei do futebol.
No final do curso a política Brasileira estava a passos da democracia, nossa consciência política voltava a dar sinal de vida.
Luis Inácio Lula da Silva lidera a primeira greve geral na região do ABC e desponta como uma forte liderança política.
João Figueiredo foi o ultimo presidente militar e governou até 1985. Houve a concessão de uma anistia ampla geral e irrestrita aos políticos cassados com base em atos institucionais.
Meu primo Ailton voltou a morar no Brasil. Hoje reside em condôminio fechado em vinhedo e é vizinho do meu irmão Eduardo, guarda na memória tempos que viu escapulir os sonhos e a esperança de um Brasil melhor, mais justo, com direitos e oportunidades iguais para todos.

Fim
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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Minha experiência pessoal com a leitura  vem desde a  minha infância, sempre fui incentiva pela minha mãe a ler ,  dizia:  filhos leitura é cultura, quanto mais vocês lerem mais vão aprender.
Ela  queria muito  ser professora ,  mas esse sonho não foi realizado, na década de 50 alguns pais não permitiam que seus filhos saíssem de casa  para estudar , só era permito sair  para se casar, achavam que não era profissão para uma moça e muito mesmo morar em outra cidade, assim ela dizia para seus filhos.
Lembro que ela tinha o hábito de ler todos os dias,  vários genêros de leitura, e com isso sempre  incetivando.
Na epóca, quando eu  estava na escola , e tinha  como lição de casa as  redações , as nossas  sempre foram as melhores notas, pois ela era quem redigia todo o texto e  ensinava a fazer a redação, e com isso  aprendi que quanto mais eu li mais aprendia  a gostar de ler.
Hoje  incentivo muito os meus alunos a ler, vejo que devido as tecnologias do mundo moderno fizeram com que as pessoas deixassem de lado a leitura de livros, o que resulta em jovens cada vez mais desinteressados pelos livros, possuindo vocabulários cada vez mais pobres
.O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso. 

COMPETÊNCIA LEITORA E ESCRITORA

  1. Antes de começar aqui tecer letras sobre escritos e longe de mim querer ensinar algo a alguém senão para o meu próprio ser, vou primeiro dissecar a palavra literatura.
    A palavra literatura de acordo com a Wikipédia, vem do latim “litteris”que significa "Letras"sugerindo á palavra um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relacionar com as artes da gramática, da retórica e d...a poética. É a arte de criar e compor textos, e existem diversos tipos de produções literárias, como poesia, prosa, literatura de ficção, literatura de romance, literatura médica, literatura técnica, literatura portuguesa, literatura popular, literatura de cordel e etc. A literatura também pode ser um conjunto de textos escritos, sejam eles de um país, de uma personalidade, de uma época, e etc. Ainda de acordo com o site “soliteratura” a literatura, como manifestação artística, tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor (o artista), com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas. O que difere a literatura das outras manifestações é a matéria-prima: a palavra que transforma a linguagem utilizada e seus meios de expressão. Porém, não se pode pensar ingenuamente que literatura é um “texto” publicado em um “livro”, porque sabemos que nem todo texto e nem todo livro publicado são de caráter literário.
    Essa pergunta “ O que é literatura” é uma pergunta que talvez ainda nos dias de hoje não tenha resposta definitiva e esteja sujeita a infinitas discussões, uma vez que a literatura sofreu uma evolução sem precedentes nos últimos séculos, aceitando novos gêneros e presenciando a criação de novos meios de veiculação, como a internet. Todos esses fatores acabam “diluindo” a definição clássica de literatura e gerando novas atribuições ao longo de seu desenvolvimento e recepção.
    Eu particularmente não sou muito chegada á “literaturas”, talvez algumas poucas, mas leitura boa para meu leigo apreciar, pode ser uma receita culinária, um cartaz, uma bula de remédio, um pedacinho de papel deixado sobre uma mesa, a palavra escrita num recado carinhoso, um verso, um elogio, um rótulo ou qualquer outra coisa mesmo que não escrita com letras por exemplo uma imagem ou um símbolo.
    Talvez os hormônios rebeldes de minha adolescência tenham bloqueado meus neurônios para as literaturas que me foram apresentadas na idade de ginásio. O fato é que as leituras, músicas crônicas e tudo mais que proibidos nos anos 60 hoje seus autores são ministros, letrados, autores literários e personalidades da história da “vida” dos Brasileiros.
    Aqui em casa tenho um exemplo bem interessante de vida. Sou a primeira de uma grande família a fazer “faculdade”. Sou professora, pós graduada... Para muitos letrada... Meu irmão não foi feliz nos estudos e carrega o titulo de repetente da oitava série por várias vezes. Sem concluir o ensino médio e com um enorme tino para o comércio hoje é o “rico” da família. E meu avô, que era analfabeto, é considerado por mim o homem mais sábio que conheci. Ele era jardineiro.
    Quem sou eu para dizer o que se deve ler...
    Leia,ouça, assista, veja, clique...sei lá!!!
    Seja o que for...
    Temos que desconstruir a imagem de que só sabe, só é bom, só merece respeito aquele que lê e escreve bem.
    A vida é muito mais do que isso...
    Um abraço a todos

    Ellen Marreiro

Oi pessoal !!!!   O blog do grupo vai  me ajudar a compartilhar o meus trabalhos.  bjs  Débora

Memórias de Leituras.



Olá Colegas!
Filho de mãe professora de português e pai professor de estatística na universidade, além de tias professoras e tios contadores de Estórias...hehehe...sempre fui estimulado a ler. Apesar de não gostar muito, na época, de livros sem figuras, talvez, devido a isso, adorava o “Livro dos Animais” onde mostrava os diversos biomas e suas respectivas faunas, sabia o nome de todos os animais, e o livro ainda tinha uma parte só de paleontologia, dinossauros, era comigo! Além desse, adorava um livro sobre o corpo humano, interativo, onde se puxava e empurrava tiras para as figuras se mexerem, achava o máximo! Outro livro que tinha, era a bíblia em quadrinhos, logo perdi o interesse por ele.
Ainda quando criança, entrei em contato com o mundo dos quadrinhos, gostava muito de Asterix & Obelix, Tim Tim, Zé Carioca e é claro a Turma da Mônica, mas um outro gibi se tornou meu preferido o Groo the Wanderer, ou Groo o Errante na versão em português.  
Ai começa a fase mais rebelde, adorava Rock ‘n Roll e toda música que ouvia, queria saber a letra, portanto lia todos os encartes de LPs. Aos 10 anos andava de skate para cima e para baixo, fazíamos rampas e tudo mais, leitura da época: Overall skate Magazine, primeira revista que assinei, acho que era da Editora Abril, as tenho até hoje; e a segunda, Superinteressante. Para ajudar tinha a grande Enciclopédia Britânica, adorava! Daí deve ter aumentado meu interesse pela ciência. Agora, as leituras obrigatórias da escola, detestava!! Me recordo de gostar da coleção vagalume: Férias em Xangrilá, tinha uns dois outros de mistério....rs.
Passando-se os anos, lia jornais e revistas, mas outra literatura me despertou interesse, a científica, creio que muito pelo envolvimento do meu pai com a ciência acadêmica, queria saber os porquês do universo, mas muito pelo contrário do meu interesse cinematográfico, que era justamente ficção científica, não admitia a ficção e sim a verdadeira ciência, foi a partir daí que comecei a ler Sagan, Hawking, Capra, Darwin, livros de história da ciência...acho que me faltou Gould, Dawkins....por incrível que pareça me ligo mais nos cosmólogos e físicos do que nos biólogos!! E alguns mais malucos como Eram os Deuses Astonautas de Von Diken e Flashbacks do Timothy Leary, agora o mais engraçado é que li poucas biografias de músicos do rock.

De uns tempos para cá, a moda é livro de travessia oceânica à vela, ou remo no caso do “Cem dias entre o Céu e o Mar.” do Amir Klink, e leituras sobre as Grandes Navegações, mas sempre livros com pesquisa histórica.

domingo, 15 de setembro de 2013

CIE2.0

CIE 2.0 Historicamente o homem aprende com a natureza através da observação. Ele aprende, depende e interage com o meio. Ele reage à situação e intervém pessoalmente para aceitar, rejeitar ou transformar. Assim, a cultura não é outra coisa senão, por um lado, a transformação que o homem opera sobre o meio e, por outro, os resultados dessa transformação. É preciso entender a constante transformação das coisas. Mas, mais do que entender é necessário aceitar que nada é imutável. A fisiologia dos seres vivos muda, os astros do universo estão em constante expansão, a geografia muda, o curso dos rios se altera, a medicina evolui, a arte a literatura e até a gramática mudam. E nada se transforma tanto quanto a indústria e a tecnologia. Seres são extintos e outros tomam seu lugar na roda da vida. Nada nem ninguém são insubstituíveis. O que hoje é imprescindível amanhã é descartável. Nascimentos e mortes de todas as coisas são necessários para que haja fluxo de energia. É a sábia lei da natureza. Os meios de comunicação a educação, os livros, a televisão e leitura e até mesmo a escrita são processos em constante mutação. Vivemos uma nova era, em que não haverá mais lugar para a tirania da comunicação de cima para baixo, uma época menos padronizada e mais democrática. Assim como a Web 2.0 que é uma internet em constante transformação com interatividade onde o espectador pode criar o próprio conteúdo e comunicar-se com os colegas, surge o CIE 2.0. Entre as regras , a mais importante é desenvolver meios que favoreçam e que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva. Pensando em tudo isso elaboramos o CIE 2.0 (CIÊNCIAS 2.0). O CIE 2.0 é um blog interativo com características de web 2.0.